Costuma-se dizer que cada pessoa tem um sentido desenvolvido em especial. Alguns escuta melhor, outros vêem melhor. Nesses últimos dias, venho achando que meu melhor sentido é o que muitos chamariam de sexto. É aquilo que eu chamo de pressentimento, ou premonição. E, dependendo da situação, pode ser alvo de risos ou de analogias.
Para os céticos, é mais prático ignorar ou até mesmo zombar dos poderes da mente. Não falo apenas de pressentimentos, mas também sobre todas as outras capacidades desconhecidas que eu acredito que o cérebro tenha. Já para alguns cientistas, essas habilidades ganharam espaço e se viram na mira de importantes pesquisas. Seu estudo ganhou a denominação de Ciência Noética.
Para mim, mais do que nunca, fica clara a importância de quem acredita em novas ideias e possíveis mudanças. Afinal, é evidente que viveríamos até hoje sob as trevas da ignorância não fossem os intelectuais para desafiar os estereótipos.
Ando cansada da zombaria, mas me satisfaço em encará-la com incentivo para persistir no meu objetivo. Há de chegar o dia em que esse meu controle através da mente será tão corriqueiro como andar de bicicleta.
Enquanto isso não é disseminado entre as massas, contento-me em usar meu cérebro em meu favor e esperar o momento em que poderei usá-lo em favor da humanidade.

