
Hoje eu acordei precisando desabafar. Mas sabia que somente o lápis e o papel me entenderiam. Então, nem me dei o trabalho de procurar alguma amiga.
Há algum tempo que meus pensamentos parecem voar longe do meu corpo físico. Acho que esse tempo de descanso propicia demais meus devaneios.
Minha mente viaja entre lembranças e desejos. Entre passado e um tão esperado futuro.
Queria poder me contentar com as coisas boas que passaram e usar as ruins como exemplos para me concentrar no que se deve ser feito. Pena que eu, como todos os seres humanos, tenho uma chata tendência a gostar do lado mais difícil, mais estranho.
Mas eu tenho me esforçado. Tenho buscado outros pontos de vista, outras paisagens. Quem sabe assim não me esqueço de quem ronda minha mente dia e noite? Isso realmente seria ótimo. Ou não. Será que expulsar um amor de dentro de si é mesmo bom? Espero que sim, pois é o que tento fazer a todo tempo. Pelo menos é o que digo pra mim.
É incrível como, quando a gente está apaixonado, parece discutir consigo mesmo a toda hora. Isso que dá o coração ficar refutando o cérebro... De quem devo tomar partido? Da consciência ou do sentimento?
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